

Finjo que nao existoAinda hoje penso que nunca cheguei a nascer Contudo sinto-me velhoFinjo que nao existo
Sinto palpitações no peito Coisas que no fundo me dizem que talvez esteja aqui No entanto, muitas vezes não me conheço No espelho de manhã estou um dia mais velho No espelho de manhã não me volto a reconhecer
Existem muitas ideias que perco todos os dias Coisas que mais tarde penso não teriam qualquer sentido Finjo que não vejo Faço de conta que não sei E mais um dia passa
Finjo que não existo Sou parte da engrenagem que faz o mundo rodar Sou uma peça Não sou sentimen


Dez minutos para a meia-noiteSão dez minutos para a meia-noite Contudo não sei Quando deixei de te verDez minutos para a meia-noite
São dois espaços vazios Duas caixas perdidas no esquecimento Memórias que não passam disso mesmo
As linhas que construo São apagadas a cada verbo conjungado Só sei escrever no passado
São dez minutos para a meia-noite E ainda agora acordei Para me lembrar que nunca cheguei a adormecer


O meu corpo contra o mundoA dor que trago nos braços é muita De tanto apertar o que nunca poderei terO meu corpo contra o mundo
Pressiono com força O meu corpo contra o mundo
Quero te ter Porque te pertenço
Fico assim com as marcas
De tudo aquilo que existe Fico com o vazio
De tudo aquilo que nunca terei.
Jinhos*
--
"...it's calm under the waves, in the blue of my oblivion..."
Inside
:iconlandeiro:
Lamento muito a minha falta de tempo..... irei ler cada palavra dos teus textos para já as imagens maravilhosas do pikeno minhau apaixonaram-me.
Continua!
--
Abyssus Abyssum invocat.
Previous Page12Next Page